- Qual é o meu destino?
A névoa rodopiou, mais densa, juntando-se bem na minha frente e em volta da mesa com os potes que continham partes de monstros em conserva. De repende, havia quatro homens sentados à volta da mesa, jogando cartas. Os rostos ficaram mais nítidos. Era Gabe Cheiroso e seus cupinchas.
Meus punhos se contraíram, embora eu soubesse que aquele jogo de pôquer não podia ser real. Era uma ilusão, feita de névoa.
Gabe voltou-se para mim e falou na voz rouca do Oráculo:
Você irá para o oeste, e irá enfrentar o deus que se tornou desleal.
O cupincha da direita ergueu os olhos e disse com a mesma voz:
Você irá encontrar o que foi roubado, e o verá devolvido em segurança.
O da esquerda colocou três fichas na mesa, depois disse:
Você será traído por aquele que o chama de amigo.
Por fim Eddie, o zelador do nosso edifício, preferiu a pior sentença de todas:
E, no fim, irá fracassar em salvar aquilo que mais importa.
[Percy Jackson e o Ladrão de Raios pg.148/149]
- Você se saiu bem, Perseu. Não me entenda mal. O que quer que ainda faça, saiba que você é meu. Você é um verdadeiro filho do deus do mar.
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